“E o Senhor disse a Gideão: Você tem gente demais, para eu entregar Midiâ nas suas mãos...”
(Juízes 7:2a)
“Muitos são chamados, mas poucos os escolhidos”; Impossível não lembrar dessas palavras de Jesus, ao lermos o versículo acima. O mesmo contexto de que nem todos os que são chamados para uma batalha irão realmente participar efetivamente da mesma, pois nem todos estão dispostos a cumprir as condições para estar honrando o chamado para a guerra espiritual que está acontecendo nesse exato momento ao nosso derredor.
O Senhor têm a cada dia chamado mais e mais pessoas para estarem se engajando em suas fileiras, porém, a grande maioria apenas decide ignorar esse chamado, ou pior ainda, tende a estar colocando em prova, mesmo que Deus já as tenham falado diretamente.
Gideão era alguém limitado por seu temor pelo inimigo, temia por sua vida, temia fracassar, temia estar sendo erroneamente escolhido, enfim, era alguém inseguro e temeroso, porém, nunca poderemos dizer que ele era covarde. Pois Gideão em nenhum momento tentou esconder esse sentimento, pelo contrário, ele estava disposto a admiti-lo e aceitou a oferta de Deus para se libertar (Jz 7:10).
A atitude que devemos tomar é a mesma de Gideão, não podemos fingir sermos mais corajosos do que realmente somos. O Senhor quer nos libertar de todos os medos e dúvidas antes da batalha, para que mantenhamos a nossa posição na batalha, por isso DEVEMOS DEIXAR QUE ELE O FAÇA .
O medo é algo que nos tira do combate
No versículo 3, Deus nos mostra a sua reprovação aos medrosos, pois manda que Gideão dispense aqueles que estão “tremendo de medo”, ou seja, aqueles que realmente não estavam com a coragem necessária para participar de uma batalha foram mandados de volta a suas casas. De primeira vista, podemos pensar que foi um “negocião”, mas devemos lembrar que os que não participam das batalhas, também não participam das glórias da vitória, e não têm uma parte expressiva nas recompensas obtidas.
Vale lembrar que em Apocalipse 21:7 , o Senhor promete que o vencedor será seu filho e o Senhor será por seu Deus. O vencedor não bate em retirada, mas sim marcha fielmente, com os olhos fixos no seu objetivo, mas o trabalho de satanás é nos tirar desse foco, distrair-nos e manter-nos distantes de Deus por isso no versículo seguinte (Ap 21:8), o Senhor deixa claro o destino dos covardes, portanto é de interesse de satanás que em seu coração haja medo, pois assim ocorrendo, aqueles que sedem ao medo já estão nas garras do inimigo.
Estar em posição de alerta sempre
Depois de ter falado aos seus homens e mais de dois terços deles terem ido embora, o Senhor instruiu Gideão para que separasse os homens que ao tomarem água em um riacho, se abaixassem, dos que levassem a água até a boca. Pois a razão de o Senhor dar essa diretriz à Gideão é que aqueles que se abaixaram para beber, ficaram em uma posição vulnerável, mesmo que por alguns momentos, porém os outros que não o fizeram se mostraram em constante estado de alerta, cumprindo a advertência de Jesus; “vigiem” ( Mt24:42).
Não Ter medo de escolher as armas escolhidas por Deus
Quando chegou a hora de Gideão ir realmente para o acampamento do inimigo, com seus trezentos valentes, vemos um fato inusitado, pois em vez de dar aos seus homens armas convencionais, tal como escudos e espadas, pelo contrário, ele os armou de tochas em jarros de argila e trombetas. Quando desse o sinal é que eles iriam usar essas armas, quebrando os potes e tocando as trombetas, ao mesmo tempo que bradaram que estavam ali por Deus e por Gideão. (v.20)
O Senhor não deu essas instruções diretamente a Gideão, ele teve essa iniciativa, sob a influência do Espirito, ele captou a “Mente de Deus” e teve essa idéia. Essa inspiração lhe garantiu a vitória e nos mostra que Gideão já não tinha mais a limitação da dúvida e do medo.
A idéia de colocar o fogo no pote de barro e de soar trombetas nos leva ainda a uma outra relação de que as armas que o Senhor nos concede são em geral as mais inusitadas, tal qual as pedras que Davi preferiu usar. E assim como as pedras de Davi, a escolha dessas armas não são mero acaso ou estratégia humana, mas sim algo que se levarmos ao âmbito espiritual, temos uma revelação;
O fogo no pote de barro;
Se pegarmos as escrituras, veremos que nós servos de Deus somos tidos como “vasos” de honra para Deus, tal qual o objeto, que foi formado de uma porção de barro, e moldados ao gosto de nosso Senhor, sendo assim, o fogo representa o Espirito Santo, que dentro do Vaso fica limitado, mas não se apaga, e quando o vaso é quebrado , esse fogo é liberto para manifestar sua total resplandecência, sua luz, seu poder. Somente se nos deixarmos quebrar, sem medo ou dúvida de que o Senhor irá refazer esse vaso de forma melhorada, independente de qualquer situação. Devemos permitir que o Espírito Santo seja manifesto em nossas vidas, para que as batalhas sejam ganhas.
As Trombetas;
Assim como o vaso, a trombeta, ou shofar é algo de proporção espiritual, pois o shofar é um instrumento profético, usado para atrair/anunciar a presença de Deus.
Sendo assim os homens de Gideão ao clamarem o nome do Senhor, tocarem as trombetas e liberarem o fogo, estavam no plano espiritual, em um ato profético, invocando o poder manifesto de Deus sobre aquele lugar, fazendo daquela situação algo que o Senhor estava totalmente no controle, sem nenhuma restrição ou limite, pois ali havia os ingredientes necessários para que Deus ali estivesse agindo, ou seja, havia fé, obediência, dependência , promessa e unção.
· Devemos trabalhar nosso caráter para sermos parte daqueles que serão escolhidos.
sábado, 30 de agosto de 2008
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