terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sexx Church

Apesar do nome a princípio impactar, é um site muito interessante e que têm o intuito de alertar aos cristãos sobre um assunto que em muitas igrejas é um tabu e com isso acabam deixando esse assunto sem uma discussão aberta e sincera.
Neste site se tem a possibilidade de se edificar e se preciso for pedir ajuda para se libertar.
Com certeza vale a pena no mínimo dar uma olhada!

Parceiros de luta



CCR-COMUNIDADE REVOLUÇÂO


Irmãos de Sangue - O MUNDO


Projeto UM - DF

Cmfreak - DFhttp://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=40596904


Vertical - RJ
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=23833664
www.fotolog.com/vertical_leo
www.verticalrio.110mb.com
www.myspace.com/verticalrio

Remanescentes – Anápolis - GO


Comunidade C3 - DF
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=76892149


Pentecostal Pride Crew
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=39144831
http://www.fotolog.com/pentecostal_crew

Comunidade Nossa Missão - DF
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=51604336
www.myspace.com/nossamissao
www.fotolog.com/nossa_missao

MUC
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=51860888
http://www.fotolog.com/muc_militancia

domingo, 23 de novembro de 2008

Teu preconceito é juizo temerário

Hoje senti na pele quanto será duro o novo caminho que fui tocado a seguir, em apenas alguns minutos passei de honrado à repudiado. Apenas por expor minha opinião e dividir o sonho que o Senhor colocou em meu coração, ou seja, o sonho de fundarmos uma comunidade cristã underground, em outras palavras, um lugar onde punks, goticos, metaleiros, etc, etc... pudessem frequentar, sem que se impusessem uma mudança de visual, mas apenas uma mudança de coração e conduta. Mas o preconceito e os conceitos erroneos de alguns ditos cristãos são as maiores barreiras.

Mais difícil do que romper as amarras do diabo é romper as idéias preconceituosas de alguns "crentes" sobre este assunto. O que mais tenho ouvido é; "O evangelho transforma", num contexto em que nem quero entender, prefiro ficar na ignorância em relação a isso. E com isso vemos esses jovens, as vezes nem tão jovens fora da igreja apenas pela ignorância preconceituosa de alguns.

O cristianismo é um estilo de vida transcultural. Se a bíblia nos trouxesse em si alguma cultura, esta seria a cultura palestina do 1º século, que foi a época em que os escritores do novo testamento viveram. Mas desde esses tempos remotos, o mundo girou muitas vezes, culturas e impérios surgiram e desapareceram, mas a igreja permaneceu e aqui estamos.

Considero uma absurda arrogância dizer que a nossa cultura ocidental é a cultura mais ortodoxa, deixando assim subtender que a própria igreja de Cristo e o resto do mundo por todos os séculos passados viveram em trevas e em pecado até agora em nossos dias. Se devemos discutir a questão pelo viés dos usos e costumes, devemos então admitir que todos são hereges, pois mesmo as igrejas mais tradicionais não cultuam a Deus como a igreja primitiva de Atos.

Devemos esclarecer que o movimento underground deve ser considerado um movimento de subcultura. O termo subcultura é utilizado sociologicamente para se referir a um grupo de pessoas cujo comportamento tem características que o separa da cultura maior (ou dominante) da sociedade na qual ele se desenvolve. Tais grupos são considerando subculturas e não culturas propriamente ditas porque são ligados à cultura maior (ou dominante) e apresentam traços dela.

Cada cultura traz em si sua maneira de vestir, falar e pensar, e com as subculturas isso não é diferente. As chamadas "tribos urbanas" adotam visuais chocantes que fogem aos padrões da cultura maior ou dominante, têm seu próprio vocabulário e têm também e principalmente uma outra maneira de ver o mundo, que muitas vezes batem de frente ao pensamento corrente na cultura maior. Vamos aqui nos deter apenas no que diz respeito ao visual dessas tribos, causa de tanta controvérsia no meio evangélico.

Encontramos na bíblia palavras diferentes que foram traduzidas para o português como "MUNDO". Existe na verdade o MUNDO que se refere à criação (como o que Deus criou em Gênesis), o MUNDO que se refere às pessoas em geral (como o de João 3:16) e o MUNDO que João diz que não devemos amá-lo. Esse MUNDO, no grego, é COSMOS, e diz respeito a um SISTEMA organizado e liderado por Satanás, que inclui os que não aceitam a Jesus Cristo e se opõem à vontade de Deus. Esse é o MUNDO que não devemos amar. E o próprio João, no versículo seguinte, expõe o que são as "coisas que há no mundo": "porque tudo que há NO MUNDO, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede DO MUNDO".

Em relação ao uso de tatuagens, é usado o texto de Levítico 19:28: "Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o Senhor." Este versículo é ainda mais problemático. Vamos supor que devemos segui-lo à risca, como está escrito. Se devemos seguir Levítico 19:28, devemos seguir também Levítico 19:27 (apenas um versículo antes) que diz: "Não cortareis o cabelo em redondo, nem danificareis as extremidades da barba". Ou seja, todo homem na igreja deve ser barbudo com o cabelo quadrado. Se devemos seguir Levítico 19:28, vamos voltar agora dois versículos, e seguir também Levítico 19:26 que diz: "Não comereis coisa alguma com sangue, não agourareis, nem adivinhareis". Quem consegue comer carne que não tenha pelo menos um pouquinho de sangue? Então, todo homem crente dever ser barbudo, do cabelo quadrado e vegetariano. Não é isso que eu vejo naqueles que usam esse versículo para proibir tatuagens.

Porque Levítico 19:28 deve ser observado e os versículos anteriores (e posteriores que não vou nem citar aqui) não? Depois, pegue sua bíblia e leia todo o capítulo 19 de Levítico. Por que extrair só um versículo? Simples, conveniência. Para provar o que se quer provar. Para sustentar um preconceito.
Isso é corroborado pela exclusão das tribos underground das igrejas. A raiz do problema está no preconceito. Alguns argumentam que não têm preconceito porque tentam buscar pessoas de tribos underground para a igreja. Mas como não têm preconceito se quando essas pessoas entram na igreja, têm que cortar o cabelo, tirar os brincos, trocar as roupas, etc, ao invés de trocar apenas de coração? Seria isso conversão?
O Senhor são se importa com o estilo com que vc se veste ou com a cor do teu cabelo, Ele procura por adoradores, que o adorem em espírito e em verdade.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Escudo e espada; a combinação perfeita


" o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitoria que vence o mundo: a nossa fé." ( 1 João 5:4)

Quando empunhamos o escudo da fé em Deus, e o levamos para nossas batalhas, somos capazes de dizer a mesma frase que o Senhor Jesuspronunciou; "eu venci o mundo" (João 16:33). Estaremos aptos a enfrentar as adversidades pela fé, sabendo que o senhoir já nos concedeu a vitóriae que apenas devemos travar as batalhas do nosso dia a dia.
È com essa arma que nos protegemos das investidas do inimigo, porém não basta apenas defender para ganhar uma batalha, mas se deve contra-atacar.
Munidos da Espada do Espírito, ou seja a palavra de Deus, é que podemos ir ao contra-ataque, revertendo qualquer situação.
Para entendermos a ilustração que o apóstolo Paulo faz em Efésios 6:11 a 17, em relação a essas armas usadas pelos romanos, devemos antes de tudo entender de que forma eram usadas essas armas, trazendo esse entendimento para o modo em que nós usamos sua equivalência espiritual.

O Escudo
O escudo mais usado pelos romanos era uma peça de madeira revestida de couro e tecido, de formato oval, reforçado com tiras de ferro. Era uma peça grande o suficiente para proteger o corpo todo, sem deixar exposto o corpo.
o escudo nar era usado para defender apenas partes especificas do corpo, tal qual as outras peças de uma armadura. Os soldados usavam para proteger todo o corpo, era o que estava à frente de tudo (2Samuel 22:3).
Se dois soldados lutarem lado a lado, seus escudos levantados formam uma barreira de proteção para eles, um cobrindo a retaguardo do outro, assim como se vários se enfileirarem, lado a lado, um protege o flanco do companheiro ao seu lado.
Os exércitos da antiguidade usavem flechas incandescentes, que os arqueiris mergulhavam em material inflamável. Essas flechas eram acendidas e atiradas contra o exército adversário, ficando presas ao escudo (existem relatos históricos de um escudo com mais de 220 flechas presas a ele), por isso os soldadosos encharcavam em água, para apagar essas setas.
Quando os problemas dessa vida parecerem vir ao nosso encalço, por vezes pensamos;" Se a minha fé fosse mais forte eu venceria essa batalha". Um sentimento parecido com o dos discipulos que pediram "Aumenta-nos a fé" (Lc17:5).
Mas esse sentimento só domina os que dependem da própria fé para lutar e resistir aos ataques do inimigo. A fé que os discipulos pediram, é a fé que o Senhor nos concede, baseada em Jesus, pois, baseados em nossa natureza pecaminos e limitadora, somos incapazes de produzir a fé nescessária. A fé é um dom de Deus, uma força sobrenatural produzida em nossos corações, quando ouvimos e recebemos a palavra de Deus (Ef 2:8).
Os heróis da fé citados na Bíblia eram pessoas comuns , assim como você e eu. Quando olhamos suas vidas, vemos fraquezase erros cometidos, e em alguns momentos tiveram medo e alguns até fracassaram, mas no entanto, pela fé tornaram-se fortes; pela fé foram corajosos e poderosos em batalha; pela fé derrotaram os inimigos e tomaram a terra!
Jesus é o autor e consumador de nossa fé, e é essa fé que transformanos em nosso poderoso escudo, com o qual tornamo-nos invulneráveis e invencíveis. Com esse escudo, temos o poder de arremter contra a fortaleza do inimigo, confiante que seremos vitoriosos.

A espada
A espada usada pelos soldados romanas era curta, de dois gumes, usada para estocar ( perfurar) e cortar.
Esse tipo de arma, nao era para se atacar de longe, mas para embates de perto, onde era necessário olhar o inimigo nos olhos.
O formato era de um punhal grande, pois ela era desenhada para entrar profundamentepelas entranhas do inimigo, usada raramente para cortar em golpes laterais. O desempenho mais efetivo era um golpe curto, mas preciso, em geral dado de baixo para cima na região do ventre, que por muitas vezes penetrava pulmões e coração.
Mas entendamos que ao colocar a ilustração de uma espada, para se referir à palavra de Deus, o autor de hebreus, não se referia à Bíbolia toda mas sim à rhema, a "mensagem", ou seja, um texto da Palavra em que o Espírito Santo fal ao nosso coração e à nossa mente. Essa rhema , é que ao recebermos diretamente de Deus, se torna uma arma afiada e poderosa em nossos lábios. E como ela, vem a fé que necessitamos e que quando proclamada, destrói fortalezas do inimigo.
Essa espada tem dois gumes, pois um é usado para revelar os enganos de Satanás e o outro para nos mostrar o pecado em nossas vidas. Nosso coração é enganoso(Jr 17:9), por isso o Espírito Santo , por meio dessa espada nos revela aquilo que por vezes estão escondidos no fundo de nosso coração.
O Espírito Santo fala pela Palavra, penetra fundo em nosso coração e expoõe o que existe lá. E quando nos arrependemos, Ele age removendo as impurezas ocultas em nosso íntimo.
Toda verdade bíblica tem um fundamento espiritual.
Existe um paralelo entre a ilustração e a sua parte no plano espiritual, pois Jesus por várias vezes ensinou por esse método, ou seja , usando parábolas para revelar verdades acerca do reino de Deus.
Nesse caso em particular, Paulo nos leva a entender por meio da ilustração, que Deus tanto nos AMOU, que também nos ARMOU, capacitando-nos a entender que essas armas têm de ser usadas e não apenas obtidas. A tanto que a palavra usar significa receber, aceitar.
Como guerreiros espirituais, devemos usar( aceitar), essas armas que o Senhor nos concedeu, pedindo para que o Espírito Santo, seja nosso armeiro, nosso escudeiro, para que possamos através dessas armas obter a vitória plena e total sobre o inimigo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008


“Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alpacas nos pés; (Lucas 15:22)”

Esse versículo tirado do Evangelho de Lucas faz parte da parábola do “filho prodigo”. Nessa parábola vemos a história de um rapaz, que era o filho mais novo de um pai, e que pede sua parte da herança e se vai da casa do pai para gastar este direito que requereu, e lhe foi dado.
Mas ao lermos essa passagem geralmente entendemos que houve uma partilha de bens, algo como se o pai desse a esse filho, uma soma em dinheiro que lhe seria de direito quando o pai falecesse. Mas se olharmos por um ângulo diferente, entendemos que na verdade o que esse rapaz requeria não eram bens materiais em si, mas uma liberdade, ou o direito de ser um jovem irresponsável e descomprometido com a casa de seu pai.
Esse jovem queria mais liberdade para satisfazer suas próprias vontades e desejos, achando que na casa do pai isso não lhe era possível. Talvez porque havia regras que não lhe convinham, ou talvez achasse que não tinha ali um ambiente que lhe sufocasse as suas necessidades, oprimisse a vontade própria, ou até mesmo talvez, que ali não lhe houvesse desafios a superar.
O pai em sua sabedoria deixa seu filho mais novo, um moço que anseia por experiências, deixar o conforte e a segurança de sua casa, não porque não o amasse, ou porque não se importasse pelo o que lhe pudesse acontecer, mas sim porque respeitava a decisão de seu filho.
No entanto vemos um detalhe que muitos não percebem, mas que fica claro quando o pai diz por duas vezes que seu filho havia morrido. Isso nos mostra que o pai sentia que aquele garoto que saiu havia morrido em seu coração, tanto que em momento nenhum vemos que ele fora atrás desse filho, ou mesmo que tentasse dissuadi-lo a desistir de sua decisão. Não significando que era o pai alguém cruel ou insensível, mas alguém que estava disposto a perder algo valioso para si, se isso significasse que geraria a felicidade ou o crescimento do alvo de seu amor.
E isso nos leva ao primeiro ponto chave dessa parábola; “Mesmo sendo penoso para nós, por vezes devemos deixar ir àqueles que amamos”.

Mas voltemos para o jovem que deixara sua casa e fora se aventurar no mundo.
Nesta primeira fase da recém adquirida “liberdade”, o livre arbítrio recém-­despertado, manifesta-se primeiro em forma nega­tiva, e durante muito tempo continua a viver exclusivamente nessa dimensão de independência, esbanjando todas as suas potências em uma vida dissoluta, como é inva­riavelmente a vida de alguém que não têm a quem se subordinar. Mas esse comportamento invariavelmente gera conseqüências inesperadas e/ou desagradáveis. Assim sendo, como toda a culpa livremente cometida gera sofrimentos, necessariamente subseqüentes, no pon­to culminante das maldades aparecem os males. O jovem começa a sofrer as inevitáveis conse­qüências das suas culpas.
Mas o sofrimento não o levou logo de início à redenção. O jovem sofredor procura liber­tar-se dos males sem se redimir da maldade: “as­socia-se a um pecador inveterado na maldade e dele espera libertação dos seus males” (verso 15). O jovem sofredor, no auge da sua miséria, apela para um rico fazendeiro, morador naquela zona; pede-lhe serviço para poder sobreviver. Sem tardar, o velho pecador se prontifica a ajudar o jovem pecador, mandando guardar uma manada de por­cos que ele tem na sua fazenda.
Mas, no entanto, vemos algo que nos mostra mais uma chave para entendimento; aquele homem lhe dá serviço, que é algo de sua necessidade, mas não lhe dá nada para comer, ou seja, o que lhe tornaria possível manter-se forte para exercer essa função. Em outras palavras, não supriu seu verdadeiro problema, apenas lhe deu uma solução enganosa. Afinal sem alimento nossas forças vão se exaurindo e as tarefas ficam cada vez mais penosas, pois vamos sendo consumindos por dentro, gradual e silenciosamente.
E é nesse momento, quando se chega ao fundo do poço, é que olhamos para o alto, afinal de contas não há como descer mais para baixo. É neste ponto que nos perguntamos; “Quem realmente sou eu?” Sou um tratador de porcos? Não! Eu estou nesta profissão, mas não é essa a minha vocação. Eu sou filho legítimo de alguém bom, de alguém que trata até seus mais humildes servos com melhor apreço do que o que tenho aqui neste lugar.
E nesse momento é que há um crescimento espiritual, pois nesse momento ele decide reconhecer seu erro, decide enterrar seu pesado orgulho no fundo daquele poço e ir humilhar-se ao seu benevolente pai. Reconhece que sua decisão foi precipitada e que se arrependeu de tê-la tomado.
Mas ao chegar novamente de onde havia saído não se fecha um círculo, mas se abre uma espiral, pois esse filho agora, não mais desmerece aquilo que têm, não é mais tão imaturo a ponto de pensar que seu pai o inibe ou coíbe. Agora entende que ao levar uma vida sem subordinação é impossível, pois se não esta sob a casa do pai, se está por conta própria, portanto, sujeito a ser tratado pior do que os porcos de um tirano que aproveitará da sua situação.
Hoje temos de entender que podemos fazer tal qual o jovem da historia contada por Jesus, e por fim sermos inteligentes para reconhecer nossos erros e aprender a voltar a trás. Mas podemos ser sábios e aprendermos com os erros dos outros, sem precisarmos sofrer as perdas impostas pela busca insensata da nossa identidade. Afinal se soubermos que somos filhos legítimos do Deus Vivo não precisaremos passar fome, espiritualmente falando, mas desfrutarmos de sua farta mesa, e de sua proteção.
Mesmo que saindo de casa, somos filhos, mas se voltarmos não devemos mais tirar a aliança que novamente foi colocada em nosso dedo, simbolizando o amor de Deus para conosco e o amor com que devemos tratá-Lo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008


“Ele ordenou: “Cortem a criança viva ao meio e dêem metade a uma e metade a outra.” (1Reis 3:25)
Essa passagem retirada do livro de 1Reis está em um contexto em que duas mulheres disputavam a uma criança, sendo que uma delas era a mãe verdadeira e a outra uma farsante. Ambas eram mães e dividiam a mesma casa, tinha poucos dias de diferenças seus bebês e, portanto talvez poucos traços que fossem reconhecíveis para a maioria, mas não para uma mãe amorosa.
O “mundo” está cheio de pessoas que querem levar vantagem a todo custo, mesmo que outros paguem um preço alto para que os seus desejos sejam atendidos, seu bem-estar é mais importante do que o sofrimento de outrem.
Aquelas duas mulheres eram amigas, moravam sobre o mesmo teto e dormiam no mesmo quarto (v.17), porém quando uma das duas perdeu algo valioso, não hesitou em tentar “passar a perna” naquela que possuía algo que poderia ser o substituto para a perda. Não houve naquele momento por parte da que havia perdido um filho, o pensamento de que a dor da perda que ela sentia seria imposto à outra, que nada tinha a ver com o que acontecera. Mas esse é um traço que alguns ainda possuem; o seu bem-estar pessoal é lhe tão importante que se para conseguir isso outros tiverem de sofrer, isso pouco lhe importa.

Mas vejamos a coisa de um ângulo que possamos ter algum entendimento da conduta da primeira mulher, ou seja, a que perdera o bebê e o que a levou a tomar a decisão de substituí-lo pelo de sua colega.
A morte do bebê ocorreu por descuido, por culpa de uma conduta imprudente por parte da mãe. Mas o que a levou a tentar uma troca? Simples, primeiramente um filho homem seria de certa forma a garantia de um futuro menos sofrido, afinal se elas eram prostitutas, podemos pressupor que eram ambas sem um marido e que um garoto seria um futuro provedor para sua velhice, afinal é costume, até mesmo nos dias de hoje, que os filhos cuidem de seus pais (principalmente da mãe) em idade avançada, em outras palavras era o menino um investimento futuro.
O Segundo item que me vem à mente é o fato de que certas pessoas não conseguem encarar um derrota, não conseguem ficar por baixo, em segundo lugar, enfim são tão egocêntricas, que fazem de tudo para manterem uma “aparência” de vencedoras, mesmo que isso signifique que devem usar de fraudes ou meias-verdades.
O terceiro fator, em minha opinião o mais evidente, é que alguns não suportam o fato de serem incompetentes, gerando assim uma vontade de terem algo apenas para serem, a seu ver, melhores que os outros. De fato não importando se é aquilo que está em sua posse, lhe dando o “status” é realmente seu de direito ou não. Não pensam se é moral ou legalmente correto o que mantém esse status, desde que o mantenha. Nesse caso a mulher impiedosa, prefere que o menino seja morto (verso 26) e assim ainda manter sua postura, do que encarar a perda, preferindo a metade de um cadáver a admitir sua conduta imprudente, que levou a sua perda.
Essa postura mostra que essa mulher era alguém que realmente só se importava com sua aparência, de como seria vista pelos outros, pois se mostrou disposta a fingir um luto por uma metade de corpo que não era seu do que admitir que estivesse errada em sua conduta. Sua postura ao falar que era para dividir ao meio a criança mostra o quanto ela estava disposta a ferir outros para que ela própria fosse beneficiada. E convenhamos, era um benefício irrisório, apenas a imagem de mãe enlutada e injustiçada pelo rei, que para ela era melhor que a imagem de mãe relapsa.

Muitas são as pessoas que tomam atitudes parecidas frente a uma situação onde sua “reputação” irá ser arranhada. Claro que não chegam a ser tão drásticas, mas que não diferem na essência. Preferem que outros sejam prejudicados apenas para que sua própria imagem se mantenha imaculada, ou que seus interesses pessoais sejam preservados, não importando o custo a ser pago por outras pessoas.
Mas no texto de 1Reis 3:16 a 28, vemos como acaba sendo a justiça divina, neste caso através do rei Salomão, que usando a sabedoria que Deus lhe havia dado resolve rapidamente e com justiça a questão. Só que infelizmente na nossa vida, quando nos deparamos com situações assim,a solução ou a justiça nem sempre são tão rápidas, na verdade podendo levar mais tempo do que gostaríamos.
As vezes que passamos por situações em que somos alvo de pessoas como a mãe do texto ficamos mal, desesperados, humilhados e chegamos a irarmos com isso. Isso é o sentimento de que fomos injustiçados.
Porém algo que essa historia nos revela é que mesmo que injustiçados, é o nosso caráter e conduta que realmente irá ser decisivo em nossa vitória ou derrota. O exemplo da mãe que prefere que o filho seja criado por outra a ser morto, revela o quanto ela se importava com o bem-estar dele, a ponto de não hesitar em humilhar-se e pedir para que a outra mãe o tivesse, mesmo que isso, aos olhos de alguns que ali estavam, pudesse ser interpretado como uma confissão de culpa, ou que a outra tivesse razão.
É uma verdade ensinada neste texto, que amar verdadeiramente por vezes é aparentemente perder, é não se importar com o que outras pessoas podem pensar de nós, é abdicar do orgulho e da auto-imagem e pensar no bem daqueles a que amamos, assim como Jesus fez indo à cruz, mesmo sendo inocente.
Mas se ao nos depararmos com uma situação em que a nossa alegria dependa da tristeza de outros, devemos nos lembrar que a ira dos homens não opera a justiça de Deus (Tg 1:20).
No final, todas as coisas serão reveladas e cada qual receberá a sua justiça. Os que descansam e confiam no Senhor receberão a justiça merecida.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Campo de batalha

“Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para agir..." (1Pedro 1:13)




O apóstolo Pedro, em sua carta aos eleitos de Deus, nos adverte de que o campo de batalha, onde ocorrerá a grande maioria de nossas lutas, não se situa em uma planície, ou nalgum vale, mas sim em um terreno muito mais amplo, fértil e perigoso; a nossa própria mente. Lembrando que ao falarmos de mente, as referências também são para coração, que é como a Bíblia se refere ao lugar onde geramos nossos sentimentos e emoções.

A nossa mente é o campo de batalha, o lugar onde devemos enfrentar e vencer Satanás
Se não encararmos isso tal qual uma realidade, e se não tomarmos as armas para lutar e expulsar Satanás desse campo de batalha, viveremos em constante derrota, afinal nossa mente é o “Q.G.”, o centro de comando, o lugar de onde nascem as nossas decisões, estratégias e vontades. Se deixarmos que o inimigo se apodere, ou mesmo que infiltre um “agente”, a derrota será eminente, nunca venceremos a guerra totalmente.
Sem assumirmos todas as áreas de nossas mentes sempre seremos levados ao engano e com isso expomos um ponto de vulnerabilidade, onde com certeza seremos atacados.

· A Estratégia que o inimigo usa:
Mesmo que a vitória , já nos tenha sido garantida por nosso general, Jesus Cristo, o inimigo nunca desistirá de minar nossas forças como indivíduos, pois a estratégia de todo conquistado é a guerrilha, ou seja, uma guerra travada não em batalhas grandiosas, mas sim pequenas investidas, visando ações em que é enfraquecido a moral da tropa, ou seja ações “pessoais” contra os soldados propriamente ditos, em outras palavras; “nós” somos o alvo primário.
Quando Satanás caiu ele levou consigo a terça parte dos anjos do céu, ou seja, o Senhor tem no mínimo o dobro de contingente que o diabo nas regiões celestiais. Portanto, Satanás não ousa um embate direto com Deus, pois já provou de derrota(Isaías 14:12), por isso ele usa de seus ardis, para minar a resistência e o moral das tropas que são ainda vulneráveis às suas investidas.
As artimanhas de Satanás são a tempos conhecidas dos servos do Senhor, no entanto a maioria, por muito achar que as conhece, quando se deparam com as mesmas na verdade não as “reconhecem” e por isso acabam caindo em armadilhas mentais formuladas pelo diabo.
Assim ele procede desde os tempos de Adão e Eva, astuciosamente manipulando, mentindo, levando ao engano (Gn 3:4-6). Pois Satanás ao perceber que Eva estava vulnerável a uma investida, não deixou passar a oportunidade, e como todos sabemos, obtendo êxito em sua empreitada de semear dúvidas na mente de Eva, para que ela questionasse a palavra de Deus, e a mesma estratégia é usada por ele ainda hoje.
O primeiro erro de Eva foi o de emprestar seus ouvidos a serpente, que mentiu e contradisse a palavra do Senhor, chegando a garantir que ela não morreria, o que de certa forma era uma verdade, afinal Eva não morreu fulminada ao morder do fruto. Porém o que Deus havia dito era que se eles comessem do fruto, eles morreriam, mas não no mesmo instante, mas que iriam morrer um dia, um destino que não lhes pertencia antes.
O segundo erro de Eva foi o de conversar com a serpente, abrindo espaço para que o mesmo argumentasse e interagisse com ela, dando-lhe acesso á sua mente, onde acabou sendo o lugar de derrota de Eva, portanto, para não cometer os mesmo erros de Eva, devemos deixar de dar ouvidos a Satanás, identificarmos a sua voz e rejeitar de imediato, não querendo argumentar.
Para discernir a voz de Satanás, devemos conhecer a Palavra de Deus e saber como o inimigo ataca, estreitando nosso relacionamento com Cristo, de modo que conheçamos a sua voz (João 10:2-5), caso contrário seremos enganados pela voz do diabo.

· O campo da imaginação
Sabendo que Jesus nos libertou do poder do inimigo e devolveu-nos o pleno controle de nossa vontade, podemos reassumir esse controle, com a capacidade de dizer não a todas as tentações e de entregar todos os nossos pensamentos à supervisão do Espirito Santo, que nos ajuda a manter nossa vontade submissa à de Deus.
Em nossa mente existe uma área, onde ninguém pode entrar chamada imaginação, neste “lugar” restrito, um pensamento focado em um objeto, uma pessoa ou uma vontade, forma uma imagem em nossa mente, o que podemos chamar de “olhos da mente”. Pois quando um pensamento a invade, a imaginação forma uma imagem mental.
Nossa imaginação é muito importante para o Senhor, pois Ele sonda todos os corações e conhece a motivação dos pensamentos (1Cr 28:9), a verdade é que Deus odeia o coração que traça planos perversos (Pv 6:18), porque é possível, cometer pecados alimentando idéias malignas. Jesus nos confirma isso com sua palavra em Mateus 5:27-28.
O Senhor nos concedeu essa poderosa força em nosso ser, com um propósito, o de que buscássemos uma criatividade ilimitada, a fim de desenvolvermos uma mente produtiva, mas no momento em que Eva abriu as portas dessa área, a tornou propícia a ser poluída. Ao invés de usarmos esse dom para adorar e glorificar a Deus, passamos a usá-la para os próprios desejos e pensamentos malignos.
Por isso devemos pedir ao Senhor que nos ajude a tomar conta de nossa imaginação, retirando os desejos mundanos e egoístas de nossas mentes, restaurando o plano inicial para qual o Senhor a projetou. Por isso devemos por em curso uma exploração de nossas mentes á caça de todo e qualquer resquício de fortalezas de Satanás em nosso âmago, destruindo “ídolos”, desejos carnais e egoístas, substituindo por aqueles que vêm de Deus.
Quando o Espírito Santo mostrar onde deve ser limpa nossa imaginação, faça disso o alvo de luta por purificação.

· As contramedidas a serem tomadas:
1) Satanás ataca a imaginação com tentações : Rejeite, não deixe que seus olhos ou ouvidos sejam portas abertas para que o inimigo tome o controle, mesmo que temporariamente de seu coração.
2) Ao meditar na palavra de Deus, damos menos margem e espaço de tempo para que o diabo a ataque, afinal “mente vazia é oficina do capeta”
3) Submetermo-nos à vontade de Deus.
4) Enchermos nosso coração com o Espírito Santo, afinal, se nosso coração já estiver cheio não haverá espaço para mais nada.
5) Cativar todo nosso pensamento e levarmos à uma avaliação por Cristo, em outras palavras, devemos ponderar o que Jesus faria naquela situação.

Se Alimentarmos nossa imaginação com idéias erradas, acabaremos envolvidos em uma batalha contra nossa própria carne. (Tg 1:14), mas a mente inundada com a verdade o libertará de toda escravidão (Jo 8:31-32)

Se preenchermos nossas mentes com a palavra de Deus e a mantemos focada no Senhor , nossas atitudes e desejos serão transformados.

Amém.

sábado, 30 de agosto de 2008

Mantendo a posição

“E o Senhor disse a Gideão: Você tem gente demais, para eu entregar Midiâ nas suas mãos...”
(Juízes 7:2a)

“Muitos são chamados, mas poucos os escolhidos”; Impossível não lembrar dessas palavras de Jesus, ao lermos o versículo acima. O mesmo contexto de que nem todos os que são chamados para uma batalha irão realmente participar efetivamente da mesma, pois nem todos estão dispostos a cumprir as condições para estar honrando o chamado para a guerra espiritual que está acontecendo nesse exato momento ao nosso derredor.
O Senhor têm a cada dia chamado mais e mais pessoas para estarem se engajando em suas fileiras, porém, a grande maioria apenas decide ignorar esse chamado, ou pior ainda, tende a estar colocando em prova, mesmo que Deus já as tenham falado diretamente.
Gideão era alguém limitado por seu temor pelo inimigo, temia por sua vida, temia fracassar, temia estar sendo erroneamente escolhido, enfim, era alguém inseguro e temeroso, porém, nunca poderemos dizer que ele era covarde. Pois Gideão em nenhum momento tentou esconder esse sentimento, pelo contrário, ele estava disposto a admiti-lo e aceitou a oferta de Deus para se libertar (Jz 7:10).
A atitude que devemos tomar é a mesma de Gideão, não podemos fingir sermos mais corajosos do que realmente somos. O Senhor quer nos libertar de todos os medos e dúvidas antes da batalha, para que mantenhamos a nossa posição na batalha, por isso DEVEMOS DEIXAR QUE ELE O FAÇA .

O medo é algo que nos tira do combate

No versículo 3, Deus nos mostra a sua reprovação aos medrosos, pois manda que Gideão dispense aqueles que estão “tremendo de medo”, ou seja, aqueles que realmente não estavam com a coragem necessária para participar de uma batalha foram mandados de volta a suas casas. De primeira vista, podemos pensar que foi um “negocião”, mas devemos lembrar que os que não participam das batalhas, também não participam das glórias da vitória, e não têm uma parte expressiva nas recompensas obtidas.
Vale lembrar que em Apocalipse 21:7 , o Senhor promete que o vencedor será seu filho e o Senhor será por seu Deus. O vencedor não bate em retirada, mas sim marcha fielmente, com os olhos fixos no seu objetivo, mas o trabalho de satanás é nos tirar desse foco, distrair-nos e manter-nos distantes de Deus por isso no versículo seguinte (Ap 21:8), o Senhor deixa claro o destino dos covardes, portanto é de interesse de satanás que em seu coração haja medo, pois assim ocorrendo, aqueles que sedem ao medo já estão nas garras do inimigo.

Estar em posição de alerta sempre

Depois de ter falado aos seus homens e mais de dois terços deles terem ido embora, o Senhor instruiu Gideão para que separasse os homens que ao tomarem água em um riacho, se abaixassem, dos que levassem a água até a boca. Pois a razão de o Senhor dar essa diretriz à Gideão é que aqueles que se abaixaram para beber, ficaram em uma posição vulnerável, mesmo que por alguns momentos, porém os outros que não o fizeram se mostraram em constante estado de alerta, cumprindo a advertência de Jesus; “vigiem” ( Mt24:42).




Não Ter medo de escolher as armas escolhidas por Deus

Quando chegou a hora de Gideão ir realmente para o acampamento do inimigo, com seus trezentos valentes, vemos um fato inusitado, pois em vez de dar aos seus homens armas convencionais, tal como escudos e espadas, pelo contrário, ele os armou de tochas em jarros de argila e trombetas. Quando desse o sinal é que eles iriam usar essas armas, quebrando os potes e tocando as trombetas, ao mesmo tempo que bradaram que estavam ali por Deus e por Gideão. (v.20)
O Senhor não deu essas instruções diretamente a Gideão, ele teve essa iniciativa, sob a influência do Espirito, ele captou a “Mente de Deus” e teve essa idéia. Essa inspiração lhe garantiu a vitória e nos mostra que Gideão já não tinha mais a limitação da dúvida e do medo.
A idéia de colocar o fogo no pote de barro e de soar trombetas nos leva ainda a uma outra relação de que as armas que o Senhor nos concede são em geral as mais inusitadas, tal qual as pedras que Davi preferiu usar. E assim como as pedras de Davi, a escolha dessas armas não são mero acaso ou estratégia humana, mas sim algo que se levarmos ao âmbito espiritual, temos uma revelação;

O fogo no pote de barro;
Se pegarmos as escrituras, veremos que nós servos de Deus somos tidos como “vasos” de honra para Deus, tal qual o objeto, que foi formado de uma porção de barro, e moldados ao gosto de nosso Senhor, sendo assim, o fogo representa o Espirito Santo, que dentro do Vaso fica limitado, mas não se apaga, e quando o vaso é quebrado , esse fogo é liberto para manifestar sua total resplandecência, sua luz, seu poder. Somente se nos deixarmos quebrar, sem medo ou dúvida de que o Senhor irá refazer esse vaso de forma melhorada, independente de qualquer situação. Devemos permitir que o Espírito Santo seja manifesto em nossas vidas, para que as batalhas sejam ganhas.

As Trombetas;
Assim como o vaso, a trombeta, ou shofar é algo de proporção espiritual, pois o shofar é um instrumento profético, usado para atrair/anunciar a presença de Deus.
Sendo assim os homens de Gideão ao clamarem o nome do Senhor, tocarem as trombetas e liberarem o fogo, estavam no plano espiritual, em um ato profético, invocando o poder manifesto de Deus sobre aquele lugar, fazendo daquela situação algo que o Senhor estava totalmente no controle, sem nenhuma restrição ou limite, pois ali havia os ingredientes necessários para que Deus ali estivesse agindo, ou seja, havia fé, obediência, dependência , promessa e unção.

· Devemos trabalhar nosso caráter para sermos parte daqueles que serão escolhidos.

quarta-feira, 9 de julho de 2008


"José teve um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais."
(Gênesis 37:5)
Ao falarmos de sonhos, o personagem bíblico mais lembrado é José, ou então Daniel, e por isso comecei com o relato de Gênesis, em que José conta seus sonhos a seus irmãos, e por isso foi odiado por eles. Uma verdade sobre os sonhos é que dependendo de para quem é relatado, se torna alvo de atenção, quer positiva ou negativa. Porém hoje não serão os sonhos de Daniel ou de José o objeto desse estudo.

Os sonhos são algo que nos diferencia de todos os outros seres viventes. Sonhos são algo que podemos dar mais de uma definição, algumas delas que são :
1-Idéia acalentada; ideal
2-Fantasia, aspiração, desejo ardente
3-Idéias ou imagens que se apresentam ao espírito durante o sono
4-Visão sobrenatural

Mas para enfatizar melhor o ponto de vista que pretendo exprimir neste estudo, vejamos no livro de Jó capitulo 33, versículos 14 e 15, que a definição que se encaixa melhor é a n° 3. Assim como a definição n°4, se ria melhor definida se olharmos Joel 2:28.
Porém os sonhos de Deus são melhor explicados usando as duas primeiras definições, pois o que Deus sonha em seu coração, segundo as evidências em toda a Sagrada Escritura, é obter a salvação de toda a humanidade, ter-nos como seu povo, seus filhos e sacerdotes. Estes são os sonhos do coração de Deus, que a humanidade, sua mais estimada criação, seja salva e desfrute de uma eternidade ao Seu lado, no Reino Celestial.
Mas para que isso ocorra, não depende apenas da vontade do Senhor, e sim de que cada um de nós faça a sua parte, pois a parte mais difícil o Senhor já fez, que foi a de ceder seu único filho para ser sacrifício vivo, redimindo a humanidade, pagando a dívida e abrindo as portas para o Reino de Deus através da pregação que o Senhor Jesus fez à seus discípulos.
Esse sonho de Deus, obter a salvação de todos, porém isso não é algo que se faz apenas por vontade dele, e por isso Deus enviou Cristo à Terra, escolhendo a doze pessoas comuns, colocando esse mesmo sonho em seus corações. Afim de que esses homens dessem continuidade a esse sonho, Jesus após seu sacrifício supremo, o Senhor deixou a esses mesmos homens a forma de capacitá-los para essa tarefa; SEU SANTO ESPÍRITO.
Olharmo-nos como Deus nos vê:
Quando Jesus olhava para aqueles homens, Ele via não apenas quem eles eram, mas sim quem eles podiam ser. Afinal de contas, se formos analisar as circunstâncias , esse grupo não seria de forma alguma reconhecidos ou ordenados pastores ou indicados a algum cargo mais proeminente, por qualquer igreja ou organização cristã atual.
Pois se analisarmos seus atos enquanto Jesus os acompanhava, veremos o Senhor os repreendendo publicamente, por suas dúvidas e falta de fé; dormiram enquanto o Mestre orava; negaram a Ele enquanto estava preso e se esconderam enquanto o Cristo sangrava em uma cruz.
No entanto Jesus tinha um sonho, para eles, um plano que apenas Ele era capaz de tornar realidade. Os discípulos eram humanos, mas o Senhor os conferiu uma tarefa, o sonho de uma igreja que levasse a sua mensagem de salvação à humanidade, e essa tarefa eles realizaram, simplesmente porque os sonhos de Deus não podem ser frustados.

Deus nos capacita para fazermos seus sonhos virar realidade
O Senhor não depende de nossa fé ou espiritualidade, não importa para Ele quem somos, mas sim o que podemos realizar se nos deixarmos viver os sonhos de Dele, e nos deixarmos em Suas mãos. Por isso que recebemos de Deus o Dom de sonhar e quando fazemos a nossa parte nos planos de Deus, o senhor realiza também os sonhos que temos em nossos corações, afinal de contas, Ele conhece seus sonhos, aqueles que são bons e o Senhor se agrada em realizar também esses sonhos, pois são de pura motivação
Satanás sabe que se nossos sonhos forem frustados ou corrompidos, deixamos de sonhar também os sonhos de Deus. Por isso ele tenta de todas as formas minar esses sonhos, para que com isso também se frustem os sonhos de Deus.
Jesus afirma em João 10:10 que o diabo veio para roubar, matar e destruir. Porém devemos entender que essa afirmação é algo metafórico e não literal, pois se analisarmos de um ângulo exegético, podemos dizer que o diabo veio para;
Roubar nossa salvação.
Matar nosso relacionamento com Deus.
Destruir os nossos sonhos.

Mas Jesus foi ungido pelo Espírito do Senhor (Lucas 4:18), para cumprir os sonhos do Pai, que era também seu próprio sonho. Da mesma maneira os discípulos receberam essa unção, recebendo e sendo batizados no/em Espírito Santo. (Atos 2:1 a 4).
Essa unção derramada, do poder de Deus sobre uma vida, capacita a quem recebe de viver os sonhos de Deus, de forma sobrenatural. Pois quando o poder de Deus está sobre uma vida, e essa pessoa cumpre esse chamado, sonhando o aquilo vem do coração de Deus, não haverá principado, potestade, poder ou força maligna , ou obra do inimigo que seja capaz de deter a realização desse sonho.
Esta é a chance de você desejar receber dessa mesma unção, portanto faça como aquela mulher que tinha um fluxo de sangue, ou como Zaqueu, ou o cego Bartimeu, aproveite a presença do Senhor para clamar e pedir que essa unção esteja em você.

Não deixe que façam com você o que tentaram fazer com José, ou seja, não deixe que dúvidas plantadas por aqueles com os quais você compartilhar os seus sonhos, o desanimem com palavras contrárias, ou mesmo com o ódio voltado para você. Teus sonhos pertencem ao Senhor, a partir do momento em que você os consagrar no altar, Ele vive os teus para você viver os

Provérbios 17:17- "O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão."
Provérbios 18:24- "O homem que tem muitos amigos, tem-nos para a sua ruína; mas há um amigo que é mais chegado do que um irmão."
A Bíblia nos mostra vários exemplos de amizades, algumas genuínas e sinceras e outras apenas por interesse e vantagens.
Que tipo de amigo você é ? Pois existe uma diferença entre conhecer bem alguém e ser um verdadeiro amigo. A maior evidência de uma amizade verdadeira é o amor, a lealdade e estar disponível nos momentos de angústia e dificuldade.( 1Co 13:7 )
Algumas amizades apenas são de conveniência, seja para uma ou ambas as partes, geralmente essas amizades são hipócritas e de curta duração. Mas uma verdadeira amizade é o que sempre esperamos em relação àqueles com quem nos relacionamos, porém, devemos lembrar que antes de qualquer coisa somos nós mesmos que decidimos o quão verdadeira será essa amizade, quão aprofundada em nossos corações.
Há um relato bíblico de uma das mais sinceras e longas amizades, a de Davi e Jônatas
Davi e Jônatas (1Samuel 18:1 a 4) ; A amizade de Jônatas e Davi foi quase que imediata, alma que o texto bíblico relata tal qual uma "junção" de alma (Ef 2:18), algo que demonstra um amor desinteressado e verdadeiro, uma das mais profundas e legítimas registradas pela Bíblia. Jônatas , que era o primogênito do rei, que mais tarde iria predizer que Davi e não ele mesmo seria o próximo monarca(1Sam 23:17), mesmo assim não deixou enfraquecer a sua estima pelo amigo, preferindo a amizade de Davi do que ao trono de Israel.
Vejamos as bases dessa amizade:
1-O compromisso com Deus era a base dessa amizade, não apenas um para com o outro mas com o Senhor como denominador comum.
Não permitiram que coisa alguma se colocasse entre eles, nem mesmo o interesse próprio ou os problemas familiares.
2-Quando a amizade foi testada, aproximaram-se ainda mais
Permaneceram amigos até o fim.
Mesmo depois de Jônatas morto, Davi ainda honrou o amigo, procurando seu filho Mefibosete e restituindo-lhe as terras e deixando-o comer à mesa do rei.
Por vezes a amizade acontece naturalmente entre duas pessoas, tal qual Davi e Jônatas, outras vão se consolidando com o tempo. Pois muitas vezes a consolidação de uma amizade leva tempo e empenho dos envolvidos.
Jesus sempre quis ter uma relação de amizade conosco, mas não uma amizade qualquer, mas sim uma amizade verdadeira, profunda e duradoura. Vejamos a palavra que Ele da aos seus discípulos em João capítulo 15, versículos de 12 a 15:
v.12. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
v.13. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
v.14. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
v.15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.

Se deixarmos que nosso coração seja preenchido pela amizade de Jesus, as demais amizades serão fortalecidas, pois assim como Jônatas e Davi se tivermos como objetivos comuns o amor a Deus e ao próximo, naturalmente seremos melhores amigos uns dos outros, com melhores intenções, com mais sinceridade, mais amor e mais intimidade.
Mas não podemos deixar de nos alertar quanto as falsas amizades, pois acreditar em falsos amigos geralmente é o caminho mais curto para a ruína (Salmo 1:1). Alguns daqueles que se dizem amigos, são os que por terem uma visão diferente, ou até mesmo por malícia, tentam nos desestimular a estar seguindo o caminho correto em relação a Deus.
Alguns dos tropeços que damos em nossas vidas são estimulados e incentivados por "amigos" que com valores distorcidos (ou em acordo com os do mundo), nos convence de que "não dá nada", se fizermos algumas coisas, que estão em desacordo com a vontade de Deus, tais como embriagarmo-nos, adultério e até mesmo alguns pequenos delitos, tais como furto (misericórdia).
Pois em provérbios, a palavra já nos orienta em relação às nossas associações; "Quem anda com os sábios será sábio; mas o companheiro dos tolos sofre aflição."
Mas devemos orar ao Senhor para que Ele nos coloque em um ajuntamento de pessoas, que a cada dia estão mais dispostas a ter uma relação de intimidade com Deus, pessoas que tem os mesmos valores que Cristo Jesus espera daqueles que o amam.
Sinceridade, transparência, amor, boa vontade e prontidão devem ser características que devemos plantar em nossos corações, primeiramente, para que depois disso possamos dar os frutos e desses frutos gerar ainda mais sementes, que formarão uma imensa rede de amizade e amor entre as pessoas com quem decidimos nos associar.
Com esses valores em nossos corações poderemos realmente ter um relacionamento de amizade íntima com o Senhor, agradando-o com nossas ações e assim termos uma vida de plenitude com Ele, além de melhorarmos o nosso relacionamento com as pessoas, que realmente nos importa.

Graça e paz amados