
“Ele ordenou: “Cortem a criança viva ao meio e dêem metade a uma e metade a outra.” (1Reis 3:25)
Essa passagem retirada do livro de 1Reis está em um contexto em que duas mulheres disputavam a uma criança, sendo que uma delas era a mãe verdadeira e a outra uma farsante. Ambas eram mães e dividiam a mesma casa, tinha poucos dias de diferenças seus bebês e, portanto talvez poucos traços que fossem reconhecíveis para a maioria, mas não para uma mãe amorosa.
O “mundo” está cheio de pessoas que querem levar vantagem a todo custo, mesmo que outros paguem um preço alto para que os seus desejos sejam atendidos, seu bem-estar é mais importante do que o sofrimento de outrem.
Aquelas duas mulheres eram amigas, moravam sobre o mesmo teto e dormiam no mesmo quarto (v.17), porém quando uma das duas perdeu algo valioso, não hesitou em tentar “passar a perna” naquela que possuía algo que poderia ser o substituto para a perda. Não houve naquele momento por parte da que havia perdido um filho, o pensamento de que a dor da perda que ela sentia seria imposto à outra, que nada tinha a ver com o que acontecera. Mas esse é um traço que alguns ainda possuem; o seu bem-estar pessoal é lhe tão importante que se para conseguir isso outros tiverem de sofrer, isso pouco lhe importa.
Mas vejamos a coisa de um ângulo que possamos ter algum entendimento da conduta da primeira mulher, ou seja, a que perdera o bebê e o que a levou a tomar a decisão de substituí-lo pelo de sua colega.
A morte do bebê ocorreu por descuido, por culpa de uma conduta imprudente por parte da mãe. Mas o que a levou a tentar uma troca? Simples, primeiramente um filho homem seria de certa forma a garantia de um futuro menos sofrido, afinal se elas eram prostitutas, podemos pressupor que eram ambas sem um marido e que um garoto seria um futuro provedor para sua velhice, afinal é costume, até mesmo nos dias de hoje, que os filhos cuidem de seus pais (principalmente da mãe) em idade avançada, em outras palavras era o menino um investimento futuro.
O Segundo item que me vem à mente é o fato de que certas pessoas não conseguem encarar um derrota, não conseguem ficar por baixo, em segundo lugar, enfim são tão egocêntricas, que fazem de tudo para manterem uma “aparência” de vencedoras, mesmo que isso signifique que devem usar de fraudes ou meias-verdades.
O terceiro fator, em minha opinião o mais evidente, é que alguns não suportam o fato de serem incompetentes, gerando assim uma vontade de terem algo apenas para serem, a seu ver, melhores que os outros. De fato não importando se é aquilo que está em sua posse, lhe dando o “status” é realmente seu de direito ou não. Não pensam se é moral ou legalmente correto o que mantém esse status, desde que o mantenha. Nesse caso a mulher impiedosa, prefere que o menino seja morto (verso 26) e assim ainda manter sua postura, do que encarar a perda, preferindo a metade de um cadáver a admitir sua conduta imprudente, que levou a sua perda.
Essa postura mostra que essa mulher era alguém que realmente só se importava com sua aparência, de como seria vista pelos outros, pois se mostrou disposta a fingir um luto por uma metade de corpo que não era seu do que admitir que estivesse errada em sua conduta. Sua postura ao falar que era para dividir ao meio a criança mostra o quanto ela estava disposta a ferir outros para que ela própria fosse beneficiada. E convenhamos, era um benefício irrisório, apenas a imagem de mãe enlutada e injustiçada pelo rei, que para ela era melhor que a imagem de mãe relapsa.
Muitas são as pessoas que tomam atitudes parecidas frente a uma situação onde sua “reputação” irá ser arranhada. Claro que não chegam a ser tão drásticas, mas que não diferem na essência. Preferem que outros sejam prejudicados apenas para que sua própria imagem se mantenha imaculada, ou que seus interesses pessoais sejam preservados, não importando o custo a ser pago por outras pessoas.
Mas no texto de 1Reis 3:16 a 28, vemos como acaba sendo a justiça divina, neste caso através do rei Salomão, que usando a sabedoria que Deus lhe havia dado resolve rapidamente e com justiça a questão. Só que infelizmente na nossa vida, quando nos deparamos com situações assim,a solução ou a justiça nem sempre são tão rápidas, na verdade podendo levar mais tempo do que gostaríamos.
As vezes que passamos por situações em que somos alvo de pessoas como a mãe do texto ficamos mal, desesperados, humilhados e chegamos a irarmos com isso. Isso é o sentimento de que fomos injustiçados.
Porém algo que essa historia nos revela é que mesmo que injustiçados, é o nosso caráter e conduta que realmente irá ser decisivo em nossa vitória ou derrota. O exemplo da mãe que prefere que o filho seja criado por outra a ser morto, revela o quanto ela se importava com o bem-estar dele, a ponto de não hesitar em humilhar-se e pedir para que a outra mãe o tivesse, mesmo que isso, aos olhos de alguns que ali estavam, pudesse ser interpretado como uma confissão de culpa, ou que a outra tivesse razão.
É uma verdade ensinada neste texto, que amar verdadeiramente por vezes é aparentemente perder, é não se importar com o que outras pessoas podem pensar de nós, é abdicar do orgulho e da auto-imagem e pensar no bem daqueles a que amamos, assim como Jesus fez indo à cruz, mesmo sendo inocente.
Mas se ao nos depararmos com uma situação em que a nossa alegria dependa da tristeza de outros, devemos nos lembrar que a ira dos homens não opera a justiça de Deus (Tg 1:20).
No final, todas as coisas serão reveladas e cada qual receberá a sua justiça. Os que descansam e confiam no Senhor receberão a justiça merecida.
Essa passagem retirada do livro de 1Reis está em um contexto em que duas mulheres disputavam a uma criança, sendo que uma delas era a mãe verdadeira e a outra uma farsante. Ambas eram mães e dividiam a mesma casa, tinha poucos dias de diferenças seus bebês e, portanto talvez poucos traços que fossem reconhecíveis para a maioria, mas não para uma mãe amorosa.
O “mundo” está cheio de pessoas que querem levar vantagem a todo custo, mesmo que outros paguem um preço alto para que os seus desejos sejam atendidos, seu bem-estar é mais importante do que o sofrimento de outrem.
Aquelas duas mulheres eram amigas, moravam sobre o mesmo teto e dormiam no mesmo quarto (v.17), porém quando uma das duas perdeu algo valioso, não hesitou em tentar “passar a perna” naquela que possuía algo que poderia ser o substituto para a perda. Não houve naquele momento por parte da que havia perdido um filho, o pensamento de que a dor da perda que ela sentia seria imposto à outra, que nada tinha a ver com o que acontecera. Mas esse é um traço que alguns ainda possuem; o seu bem-estar pessoal é lhe tão importante que se para conseguir isso outros tiverem de sofrer, isso pouco lhe importa.
Mas vejamos a coisa de um ângulo que possamos ter algum entendimento da conduta da primeira mulher, ou seja, a que perdera o bebê e o que a levou a tomar a decisão de substituí-lo pelo de sua colega.
A morte do bebê ocorreu por descuido, por culpa de uma conduta imprudente por parte da mãe. Mas o que a levou a tentar uma troca? Simples, primeiramente um filho homem seria de certa forma a garantia de um futuro menos sofrido, afinal se elas eram prostitutas, podemos pressupor que eram ambas sem um marido e que um garoto seria um futuro provedor para sua velhice, afinal é costume, até mesmo nos dias de hoje, que os filhos cuidem de seus pais (principalmente da mãe) em idade avançada, em outras palavras era o menino um investimento futuro.
O Segundo item que me vem à mente é o fato de que certas pessoas não conseguem encarar um derrota, não conseguem ficar por baixo, em segundo lugar, enfim são tão egocêntricas, que fazem de tudo para manterem uma “aparência” de vencedoras, mesmo que isso signifique que devem usar de fraudes ou meias-verdades.
O terceiro fator, em minha opinião o mais evidente, é que alguns não suportam o fato de serem incompetentes, gerando assim uma vontade de terem algo apenas para serem, a seu ver, melhores que os outros. De fato não importando se é aquilo que está em sua posse, lhe dando o “status” é realmente seu de direito ou não. Não pensam se é moral ou legalmente correto o que mantém esse status, desde que o mantenha. Nesse caso a mulher impiedosa, prefere que o menino seja morto (verso 26) e assim ainda manter sua postura, do que encarar a perda, preferindo a metade de um cadáver a admitir sua conduta imprudente, que levou a sua perda.
Essa postura mostra que essa mulher era alguém que realmente só se importava com sua aparência, de como seria vista pelos outros, pois se mostrou disposta a fingir um luto por uma metade de corpo que não era seu do que admitir que estivesse errada em sua conduta. Sua postura ao falar que era para dividir ao meio a criança mostra o quanto ela estava disposta a ferir outros para que ela própria fosse beneficiada. E convenhamos, era um benefício irrisório, apenas a imagem de mãe enlutada e injustiçada pelo rei, que para ela era melhor que a imagem de mãe relapsa.
Muitas são as pessoas que tomam atitudes parecidas frente a uma situação onde sua “reputação” irá ser arranhada. Claro que não chegam a ser tão drásticas, mas que não diferem na essência. Preferem que outros sejam prejudicados apenas para que sua própria imagem se mantenha imaculada, ou que seus interesses pessoais sejam preservados, não importando o custo a ser pago por outras pessoas.
Mas no texto de 1Reis 3:16 a 28, vemos como acaba sendo a justiça divina, neste caso através do rei Salomão, que usando a sabedoria que Deus lhe havia dado resolve rapidamente e com justiça a questão. Só que infelizmente na nossa vida, quando nos deparamos com situações assim,a solução ou a justiça nem sempre são tão rápidas, na verdade podendo levar mais tempo do que gostaríamos.
As vezes que passamos por situações em que somos alvo de pessoas como a mãe do texto ficamos mal, desesperados, humilhados e chegamos a irarmos com isso. Isso é o sentimento de que fomos injustiçados.
Porém algo que essa historia nos revela é que mesmo que injustiçados, é o nosso caráter e conduta que realmente irá ser decisivo em nossa vitória ou derrota. O exemplo da mãe que prefere que o filho seja criado por outra a ser morto, revela o quanto ela se importava com o bem-estar dele, a ponto de não hesitar em humilhar-se e pedir para que a outra mãe o tivesse, mesmo que isso, aos olhos de alguns que ali estavam, pudesse ser interpretado como uma confissão de culpa, ou que a outra tivesse razão.
É uma verdade ensinada neste texto, que amar verdadeiramente por vezes é aparentemente perder, é não se importar com o que outras pessoas podem pensar de nós, é abdicar do orgulho e da auto-imagem e pensar no bem daqueles a que amamos, assim como Jesus fez indo à cruz, mesmo sendo inocente.
Mas se ao nos depararmos com uma situação em que a nossa alegria dependa da tristeza de outros, devemos nos lembrar que a ira dos homens não opera a justiça de Deus (Tg 1:20).
No final, todas as coisas serão reveladas e cada qual receberá a sua justiça. Os que descansam e confiam no Senhor receberão a justiça merecida.